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Política

Guerrilheiros colombianos provocam medo e fuga de indígenas no Amazonas

MPF abriu inquérito e pediu reforço das Forças Armadas após relatos de ameaças, circulação de homens armados e invasões próximas a comunidades indígenas

Por Redação Auri VerdePublicado em 01 de setembro de 2026Atualizado em 01 de setembro de 2026

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Guerrilheiros colombianos provocam medo e fuga de indígenas no Amazonas

Uma recente movimentação de guerrilheiros armados colombianos em território brasileiro tem provocado medo e levado indígenas de comunidades mais isoladas de São Gabriel da Cachoeira, no extremo oeste do Amazonas, a deixar suas casas. Diante da situação, o Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito e solicitou o reforço imediato das Forças Armadas na região.

A presença do grupo foi denunciada pela Coordenadoria das Organizações Indígenas do Tiquié, Uaupés e Afluentes, ligada à Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn). A entidade encaminhou um ofício às autoridades em 17 de agosto relatando a circulação de homens armados nas proximidades das comunidades. Segundo a denúncia, o grupo teria cerca de 2 mil integrantes.

O documento descreve um cenário de insegurança entre os moradores, especialmente por causa da presença de pessoas armadas próximas às comunidades e às áreas utilizadas para o cultivo de alimentos.

A entidade também relatou avistamentos e episódios de intimidação. De acordo com o ofício, os guerrilheiros estariam procurando comunidades indígenas para comprar ou trocar alimentos.

A situação afeta diretamente a rotina dos moradores, que dependem das plantações para garantir a própria subsistência. Segundo a denúncia encaminhada às autoridades, indígenas que tentam chegar às áreas de cultivo têm sido alvo de ameaças e intimidações com armas de fogo.

Os relatos também apontam para episódios de coação e restrições à circulação dos moradores dentro de seus próprios territórios tradicionais. A entidade afirma que as ocorrências têm provocado medo e dificultado o trabalho nas roças.

Diante dos relatos, a organização indígena pediu providências urgentes às autoridades e reforçou a necessidade de garantir a segurança das comunidades e o direito de circulação em seus territórios.

📸 Bandeira da Colômbia / Simon McGill

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